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Chapada Diamantina da Bahia terá roteiro turístico para visitantes conhecerem a Estrada Real


Set 26
  2014

A Secretaria de Turismo da Bahia (Setur) lançará mais uma Zona Turística no Estado, que irá se juntar às 13 já existentes. Ela será voltada para a região da Chapada Diamantina e vai resgatar a Estrada Real aberta pela Coroa Portuguesa no século XVII para unir a Bahia com Minas Gerais.

 Chapada

O projeto é semelhante ao já existente em Minas e que gera um lucro de R$ 15 bilhões em turismo e licenciamento de produtos ao Estado vizinho. “Nós descobrimos que o primeiro trecho dessa estrada, que vai de Jacobina a Rio das Contas, ainda existe e possui tendas, capelas antigas no meio do mato, e pousadas, além do calçamento por onde passavam as carruagens. Está tudo lá”, afirma Pedro Galvão, Secretário de Turismo da Bahia.

Segundo ele, a estrada passa por 15 cidades e o projeto é de que seja o maior roteiro turístico da Bahia, atraindo um grande e diversificado público. “Nosso foco vai ser buscar europeus que tem um maior interesse em roteiros históricos, como poloneses, ingleses e espanhóis”, frisou. Mas o público baiano e de outros Estados também merecerá especial atenção.

Cooperação Técnica – Para viabilizar o projeto, dirigentes da Setur e da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) assinaram, no dia 15 de setembro, um termo de cooperação técnica para realização do georreferenciamento da Estrada Real na Bahia. A Setur apresentou à CBPM as indicações cartográficas que contribuem para o mapeamento da rota por onde foram escoadas riquezas extraídas na Bahia durante o período colonial.

O trabalho de georreferenciamento será realizado por equipe técnica da CBPM em 15 municípios baianos, entre os quais, Jacobina, Morro do Chapéu, Seabra, Piatã, e Rio de Contas. Com a utilização de imagens de satélite associadas ao uso de GPS e máquinas fotográficas, o estudo vai apontar as coordenadas exatas do Caminho Real. Este é o ponto de partida para o plano de reconstrução da estrada e sua transformação em novo roteiro turístico.

O secretário Pedro Galvão destacou a importância deste trabalho para o Turismo e sugeriu a criação do Instituto Caminhos Reais da Bahia, uma entidade sem fins lucrativos, a exemplo da bem sucedida experiência da Estrada Real em Minas Gerais. “A rota reconstruída em Minas movimenta o comércio e os serviços da cadeia produtiva do turismo, o que pode ser feito aqui, a partir de uma articulação entre o governo estadual e a iniciativa privada”.

O conjunto formado por rotas do ouro compõe o Projeto da Estrada Real da Bahia. Os trabalhos serão iniciados pelo eixo principal, ou seja, pelo caminho que recebeu o nome de Estrada Real e uniu, em 1725, os núcleos do ouro, num percurso da Chapada Diamantina, entre Jacobina e Rio de Contas.

Já o nome do roteiro ainda não está definido, pois Minas Gerais registrou o nome “Estrada Real” para o seu próprio projeto e a Setur ainda está em contato para saber se ele poderá ser utilizado. O secretário afirmou que caso não seja possível, o roteiro será chamado de “Caminhos Reais da Bahia”.

Participaram do ato de assinatura do convênio, na sede da Setur, o secretário do Turismo, Pedro Galvão, o diretor-presidente da CBPM, Alexandre Brust, o coordenador do Projeto da Estrada Real, Ubaldo Porto Filho, e representantes de setores de apoiam a iniciativa, como Marcos de Meirelles Fonseca presidente da Associação Comercial da Bahia, José Alves, presidente da Associação Brasileira dos Agentes de Viagem (Abav-Ba) e Pedro Costa, presidente do Salvador Convention Bureau. (Fonte: Prefeitura Municipal de Itaberaba)