Notícia

Correio*: Após vitória é a hora de enfrentar os desafios de administrar

Jan 4
  2021

O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro, concedeu entrevista ao Jornal Correio* sobre os desafios que prefeitas e prefeitos de toda a Bahia devem enfrentar 2021. O cenário é de uma pandemia em que os casos e óbitos da segunda onda não param de crescer, ao mesmo tempo em que a vacinação contra a covid-19 no país segue cheia de incertezas. Mas a doença não veio sozinha. O coronavírus fez emergir outras urgências: a queda na arrecadação tributária e a retomada das aulas presenciais, suspensas desde março. 

Segundo Eures Ribeiro, o começo dos mandatos em 2021 será mais difícil do que o início dos mandatos de 2017. O último repasse do ano pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi 16,14% menor em dezembro de 2020 do que no mesmo mês de 2019, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), em todo o Brasil. 

Na Bahia, a entidade estima que 85% dos municípios sobrevivam diretamente do FPM.

“Até os grandes, que têm receitas próprias, também são afetados pela crise. O governo federal subsidiou as nossas perdas de FPM com uma ajuda financeira, mas terminou no dia 31 de dezembro. A partir de janeiro, não tem mais essa ajuda. Vão ser tempos difíceis para os municípios”, avalia, citando o auxílio aprovado em abril pelo Congresso que garantiu que os repasses ficassem no mesmo patamar de 2019. 

A orientação da UPB aos gestores municipais é de apertar os cintos. As medidas que podem ser adotadas incluem desde a redução de nomeação de cargos públicos até a revisão de contratos. 

“Tem que ter muita prudência e olhar o momento. Não pode sofrer pressão da classe política para encher a máquina pública. Além disso, precisam continuar com as medidas de combate à covid, porque a pandemia não terminou e ainda não sabemos como vai ser a questão da vacina”, completa.

Nos oito municípios com o maior número de eleitores no interior do estado, as estratégias incluem desde a redução de cargos até a testagem em massa da população, no caso da covid-19, e compra da vacina diretamente pelas prefeituras. O CORREIO conversou com as eleitas e os eleitos nessas cidades para saber mais sobre como será em cada município. 

Todos responderam que medidas pretendem adotar diante de quatro aspectos: a pandemia da covid-19 e os impactos na saúde; a queda da arrecadação e o desemprego; a retomada de aulas e algum problema local que acreditem ser prioridade. 


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