Notícia

Feira de Santana investe em produção própria de flores

Fev 5
  2018

Uma experiência de produção própria está ajudando a alavancar o comércio de flores em Feira de Santana. Comerciantes que fazem parte da Associação dos Floristas utilizam um terreno localizado no CIS (Centro Industrial do Subaé). Ali, cada um dos associados tem a sua área para plantar. Os floristas contam com o apoio da Belgo Bekaert, Coelba e da Prefeitura de Feira de Santana.

Um dos que estão participando do projeto, o ex-presidente da associação, Francisco “Dinho” de Jesus, diz que os resultados são animadores. O sucesso, observa, depende de tempo e de observações no tocante a adaptações, manejo e seleções. “Acredito que dentro de mais quatro anos os resultados como a gente quer aparecerão”.

Uma das espécies que se adaptaram bem foi a murta. “Os cortes são feitos periodicamente”, diz. Mas outras estão sendo plantadas, como palma de Santa Rita, aspargos, aster, espécies usadas para enfeitar os buquês. O que torna a produção local, mesmo que ainda incipiente, é o processo orgânico. 

No caso da cultura da rosa, o resultado é de longo prazo. Mas é fato, segundo os comerciantes locais, que ao longo de quatro ou cinco décadas Feira de Santana se tornou o principal polo distribuidor de rosas do interior baiano. 

Se antes a principal espécie para a atividade comercial na cidade foi a angélica, hoje a variedade enche os olhos da clientela. Os comerciantes se aproveitaram da logística do município para expandir as vendas.

Negócio Familiar - O comércio de flores em Feira de Santana, em alguns dos seus estabelecimentos, passa de pai para filho. Quando não envolve toda a família, parte dela trabalha no negócio. Alcilene Rosário toca o box que já foi herdado por sua mãe, Maria Vânia. É a terceira geração que ganha a vida vendendo flores. “Criei todos os filhos trabalhando aqui”, diz a mãe dela.

A jovem preside a Associação dos Floristas, que reúne 16 comerciantes. “Dezenas de famílias dependem destas vendas. Muitas outras pessoas tiram seus sustentos daqui, seja direta ou indiretamente”, informa. E a geração de empregos não se limita a Feira de Santana, apenas. Começa nas fazendas e vai até o consumidor final.

No passado, quando dos primórdios do negócio, Feira de Santana sobrevivia exclusivamente da produção regional. A expansão do negócio, ainda nos anos 60, exigiu novas espécies no mercado. Pressionados pelos consumidores, comerciantes partiram em busca de outras fontes produtoras. 

Passou-se a comprar em Vitória da Conquista, que era a cidade que mais distribuía aqui, relembra o ex-presidente da associação, Francisco “Dinho” de Jesus (foto). “O nosso contato em Conquista começou a comprar e nos repassar em preço de custo”, recorda-se. Mas era difícil, mesmo assim, pois não havia transporte próprio. 

“A gente trazia nos ônibus e não possuía geladeira, que nos obrigava a vender as flores com preços mais em conta para não perder dinheiro. Também não tínhamos nenhum documento e ainda enfrentava o embarreramento de outros comerciantes”. Venceram a todas essas dificuldades e, hoje, estão com a atividade consolidada. 

Mercado é abastecido com carga de cinco caminhões toda semana

Atualmente, a cidade do Holambra, na região de Campinas, interior de São Paulo, é a principal fornecedora de flores para o comércio em Feira de Santana. As rosas, obviamente, são as mais procuradas. E são esta espécie as mais trazidas pelos cinco caminhões que semanalmente estacionam na área de vendas, na rua Olímpio Vital, vindos também de Gravatá, no Pernambuco, e de cidades baianas, como Maracás. Pequenos produtores de cidades da região, como Amélia Rodrigues, também descarregam seus veículos.

A produção de arranjos especiais para festas e casamentos tem sido outra importante fonte de receita para os floristas de Feira de Santana. “Este tipo de serviço é resultado da qualificação da nossa mão de obra”, diz a presidente da Associação dos Floristas, Alcilene Rosário.

A organização administrativa dos floricultores, mais a transferência para um local fixo deu maior visibilidade a estes comerciantes, bem como passaram a ser vistos com confiança pelos fornecedores. “A gente não tinha nada, sequer uma conta corrente, que nos foi facilitada, sem muitas exigências, por um gerente do Bamerindus”, lembra Dinho de Jesus.

Dona Nilda Marques, no ramo há décadas, diz que se sente realizada ao vender flores e dos boxes tirar o sustento dela e de familiares. “As coisas não estão boas para ninguém, mas estamos sobrevivendo”.


Fonte: Ascom Prefeitura de Feira de Santana


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